O céu treme e cortado por raios. Uma luminosidade linda. Há tempos eu não via isso. Há exatos oito meses eu não via isso. O calor infernal diminuiu um pouco, um vento mais fresco entra pela janela da sala.
Faz um tempo que não converso com você. Mas o silêncio não me doeu a alma. Estou escolhendo boas palavras para degustação, para uma boa prosa, regada ao som da minha própria voz.
Ainda meio exausto pela alegria, uma febre chata me assola, uma coriza me toma tempo e parágrafos, nem me tomo a escrever poesias de fichário. Mas amanhã tem bloco, sábado tem feijoada e caipirinha e mais bloco a noite – vou ver a preta rodar, seja por alto teor alcoólico ou por frescor de alma. Há tempos não converso com você, meu Rio de Janeiro. As lágrimas de São Sebastião escorrem pelas ladeiras – Angra desolada. Cascadura e Madureira inundadas, mas devo ter coragem, ainda hoje rumo para lá – o subúrbio me consola.
Ouço calmamente o primeiro disco do João Bosco. Fico navegando pelo site da Sebastiana. Não sei o que fazer. Também sei as coisas que me pesam nas costas. A tese, a vida e o sorriso. Segunda-feira, retorno a Aracaju: “eu estou remando rio acima por prazer... não a nada a desculpar, foi por querer”. Continuo com as músicas do disco do Bosco e assim vou seguindo ouvindo a chuva, os raios e os trovões.
Minha esposa foi ao shopping. Estou na casa dos meus pais. Estou em paz e sem nada para escrever pr’O Ventríloquo – paciência: “eu estou remando rio acima por prazer... não a nada a desculpar, foi por querer”.
Nessa ausência de inspiração toda, transcrevo, uma das músicas que está nesse primeiro disco de 1973, que na minha opinião é uma das melhores. Na verdade, esse disco, que tem o clássico “Bala com bala” tem várias outras pérolas!
Música: Nada a Desculpar
Autores: João Bosco & Aldir Blanc
Dentre as mentiras da vida
duas nos revelam mais:
- É um prazer conhecê-lo.
- Era muito bom rapaz.
Eu vou é sair de trás da mesa
espiar que é que tem ali de baixo.
Se eu for embora
vou deixar a luz acesa
e se voltar
não limpo os pés
no seu capacho.
Dizem que é fogo atingir
com o meu estilingue
as vidraças insensíveis
do Shopping Center Building.
Se você me perguntar
o que é que eu acho
mesmo que eu ache
eu já digo que não acho.
Enquanto brincam no gramado
as moças chiques
eu quero chuvas pra estragar o piquenique.
Eu não provei aquele tipo de xarope
que está por cima
nas pesquisas do IBOPE:
eu estou remando rio acima
por prazer,
não há nada a desculpar
foi por querer.
Me passe o sal
pra botar na sobremesa
o Grande Público
cansou minha beleza.
ventríloquo [Do lat. tard. ventriloquu.] Adjetivo. Substantivo masculino. 1.Diz-se de, ou aquele que sabe falar sem abrir a boca e mudando de tal modo a voz que esta parece sair de outra fonte que não ele. E assim são os textos. Ao menos os que escrevo. Eles têm várias vozes. Minhas várias vozes. Em tempo. Tempos nublados ou com sóis. Não há muito o que dizer sobre mim. O resto está aí. Várias vozes sem mover meus lábios. O ventríloquo.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
O sistema
Nem sei que horas são, meu fuso horário anda confuso, nem o dia ou data sei direito. “A culpa é do sistema” penso eu.
Acordei cedo, melhor, fui acordado. Mas já era tarde. Meu café ou almoço – quem sabe? – foi croquete do português, meu pai quem comprou. Levantei-me nu. Durmo nu. Não como naquele livro do Veríssimo. Não é? Acho que sim, não tenho certeza, Só sei que não é do Jabor. E por falar em literatura, dei pra começar a ler “O Cheiro do Ralo” do Mutarelli, comecei sentado na latrina, curioso isso. Já acordei sabendo que o dia não seria bom. “A culpa é do sistema” agora eu sei. O livro não é meu. É da minha cunhada. Devolvo depois. Mesmo sem ela ter emprestado.
“A fama de poeta te persegue, não?” foi o que eu me disse enquanto coçava a bunda, indo tomar banho. Sento antes na latrina. Vou tomar banho. “O homem nu” é uma crônica do Fernando Sabino, é uma crônica num livro do Fernando Sabino chamado o “O homem nu”. Isso aqui também é uma crônica, “culpa do sistema” digo eu enquanto escrevo. “Queria escrever um conto”, me disse de manhã quando fui acordado.
Acordei antes de ser acordado assustado. Uma mão estava sobre o meu peito e ronronava, me deu um sorriso e me chamou de “meu fofo”! “Meu fofo é o caralho” eu gritei. Acordei. Acho que gritei de verdade, ao meu lado só um travesseiro. “Puta que pariu” eu me disse. “Tenho que perder a barriga” pensei de novo. Um homem que mora só tem o direito de mandar alguém tomar no cu. Semana que vem caso e não posso mais fazer isso.
Acordei com meu pai me ligando “tem croquete e tua mãe não vai fazer almoço. Tem croquete do portuga”. Sentei na latrina. “O Cheiro do Ralo”. O céu hoje deu trégua e estava azul. Vejo o céu da janela, sentado no vaso. Nem sei que horas são. A culpa é do sistema.
Novo ano, mais um mês. As mesmas contas. O sistema me disse mês passado que eu pedi algo que não pedi. Me disse de novo esse mês. Especificou data. Foi exatamente no dia quatro de novembro”. Me apareceram duas contas que eram para ser uma só. Como eu serei daqui uma semana. “Você acredita nessa coisa de ser uma só carne, como diz na Bíblia?” me questionei enquanto escovava os dentes. Aliás, ganhei uma Bíblia de presente de uma amiga. “Bíblia da Família”. Estou lendo o Livro de Jó. Ele é foda. Sofre, sofre, mas no final se dá bem. Mas eu não sou Jó. “No tempo de Jó não havia o sistema” digo eu agora na frente do laptop. Já li toda a Bíblia três vezes... e o Livro de Jó, a história de Jó nunca me saiu da cabeça. Não se pode falar o versículo do pó viemos e para o pó voltaremos para um drogado. Isso não é meu. Não é frase minha. Vi na TV Pirata... Anos bons aqueles. Mas o sistema fode tudo.
Como meus croquetes. Volto pra casinha. O dia inteiro deitado no desconfortável sofá cama. Aqui na casinha é assim, sala quarto, sofá cama, cozinha escritório. “É o charme das kitnetes”, penso eu. Meu quarto na casa de baixo, na casa dos meus pais, não é mais meu. Fico isolado na casinha. Pego o Mutarelli e me sento no quintal. Há uma jaqueira enorme quase dentro da casinha, dentro da varanda da casinha. Já leu “Estorvo” do Chico Buarque? É mais ou menos como fizeram com o fícus da história. Aliás, lendo o dicionário, hábito esquisito que mantive da adolescência, descobri que figo também significa “úlcera do ânus ou outro órgão pudendo”. Puta que pariu! Mas figo não tem nada haver com fícus. Que se foda. Pudendo por sua vez tem vários significados, entre eles “envergonhado, vergonhoso” – como esse texto. Ou “relativo ou pertencente aos órgãos genitais externos”, sendo assim, se não estou enganado, o dicionário encara o cu como órgão genital. O cu, por sua vez, nome chulo dado ao ânus (do latim anus), segundo o pai dos burros, é um “orifício na extremidade terminal do intestino, pelo qual se expelem os excrementos”, então não é um órgão genital. Mas todo mundo quer comer um cu, até mulher quer comer um cu e o sistema está comendo o meu. Por isso eu penso que todo homem e mulher que se preze tem o direito de mandar alguém tomar no cu. Que não seja o meu. Porém, o maldito sistema há dois meses come o meu, o que agora em janeiro me gerou um figo. Tudo é circular. A tese do Muterelli no “O Cheiro do Ralo” até que se comprova. O olho do cu!
Em novembro as duas contas que deveriam ser uma só, me renderam quase R$ 800,00 de rombo no orçamento. Paguei apenas centro e trinta e cinco. O olho do cu me tiraram. Parcelei o restante com a primeira para janeiro, pensei que tudo se normalizaria. O olho do cu. Mas hoje descubro que o mesmo sistema alega que eu disse ao sistema para suspender o sistema de conta única. O olho do cu que fiz isso! Sendo assim, em dezembro, o que pago agora em janeiro, o sistema gerou duas contas que deveriam novamente ser uma só. Uma no valor de R$ 356, 14, exatos. O olho do cu? Ainda não! E outra no valor de R$ 308, 45, exatos. Figo. Vai tomar no cu! Não o jogador português! Portugal tem bons vinhos, bons azeites e de lá é o pastelzinho de Belém, apesar de Belém ficar na Cisjordânia. Mas ninguém me ouve. Falo com a máquina. Ela pede para eu repetir, eu repito: “vai tomar no cu!”. Penso agora na frente do laptop: “vai tomar no cu!”. Dois banhos. Uma porrada de mariposa dentro da casinha. Meu celular piscando. Uma mensagem. “De nada” penso eu. Saí dando pazada feito louco. Quero as mariposas mortas. Filhas da puta! “Alô?”. “Oi? Vai tomar no cu!”. Que vontade de gritar. Mas a culpa é do sistema. Nervoso.
Acordei cedo, melhor, fui acordado. Mas já era tarde. Meu café ou almoço – quem sabe? – foi croquete do português, meu pai quem comprou. Levantei-me nu. Durmo nu. Não como naquele livro do Veríssimo. Não é? Acho que sim, não tenho certeza, Só sei que não é do Jabor. E por falar em literatura, dei pra começar a ler “O Cheiro do Ralo” do Mutarelli, comecei sentado na latrina, curioso isso. Já acordei sabendo que o dia não seria bom. “A culpa é do sistema” agora eu sei. O livro não é meu. É da minha cunhada. Devolvo depois. Mesmo sem ela ter emprestado.
“A fama de poeta te persegue, não?” foi o que eu me disse enquanto coçava a bunda, indo tomar banho. Sento antes na latrina. Vou tomar banho. “O homem nu” é uma crônica do Fernando Sabino, é uma crônica num livro do Fernando Sabino chamado o “O homem nu”. Isso aqui também é uma crônica, “culpa do sistema” digo eu enquanto escrevo. “Queria escrever um conto”, me disse de manhã quando fui acordado.
Acordei antes de ser acordado assustado. Uma mão estava sobre o meu peito e ronronava, me deu um sorriso e me chamou de “meu fofo”! “Meu fofo é o caralho” eu gritei. Acordei. Acho que gritei de verdade, ao meu lado só um travesseiro. “Puta que pariu” eu me disse. “Tenho que perder a barriga” pensei de novo. Um homem que mora só tem o direito de mandar alguém tomar no cu. Semana que vem caso e não posso mais fazer isso.
Acordei com meu pai me ligando “tem croquete e tua mãe não vai fazer almoço. Tem croquete do portuga”. Sentei na latrina. “O Cheiro do Ralo”. O céu hoje deu trégua e estava azul. Vejo o céu da janela, sentado no vaso. Nem sei que horas são. A culpa é do sistema.
Novo ano, mais um mês. As mesmas contas. O sistema me disse mês passado que eu pedi algo que não pedi. Me disse de novo esse mês. Especificou data. Foi exatamente no dia quatro de novembro”. Me apareceram duas contas que eram para ser uma só. Como eu serei daqui uma semana. “Você acredita nessa coisa de ser uma só carne, como diz na Bíblia?” me questionei enquanto escovava os dentes. Aliás, ganhei uma Bíblia de presente de uma amiga. “Bíblia da Família”. Estou lendo o Livro de Jó. Ele é foda. Sofre, sofre, mas no final se dá bem. Mas eu não sou Jó. “No tempo de Jó não havia o sistema” digo eu agora na frente do laptop. Já li toda a Bíblia três vezes... e o Livro de Jó, a história de Jó nunca me saiu da cabeça. Não se pode falar o versículo do pó viemos e para o pó voltaremos para um drogado. Isso não é meu. Não é frase minha. Vi na TV Pirata... Anos bons aqueles. Mas o sistema fode tudo.
Como meus croquetes. Volto pra casinha. O dia inteiro deitado no desconfortável sofá cama. Aqui na casinha é assim, sala quarto, sofá cama, cozinha escritório. “É o charme das kitnetes”, penso eu. Meu quarto na casa de baixo, na casa dos meus pais, não é mais meu. Fico isolado na casinha. Pego o Mutarelli e me sento no quintal. Há uma jaqueira enorme quase dentro da casinha, dentro da varanda da casinha. Já leu “Estorvo” do Chico Buarque? É mais ou menos como fizeram com o fícus da história. Aliás, lendo o dicionário, hábito esquisito que mantive da adolescência, descobri que figo também significa “úlcera do ânus ou outro órgão pudendo”. Puta que pariu! Mas figo não tem nada haver com fícus. Que se foda. Pudendo por sua vez tem vários significados, entre eles “envergonhado, vergonhoso” – como esse texto. Ou “relativo ou pertencente aos órgãos genitais externos”, sendo assim, se não estou enganado, o dicionário encara o cu como órgão genital. O cu, por sua vez, nome chulo dado ao ânus (do latim anus), segundo o pai dos burros, é um “orifício na extremidade terminal do intestino, pelo qual se expelem os excrementos”, então não é um órgão genital. Mas todo mundo quer comer um cu, até mulher quer comer um cu e o sistema está comendo o meu. Por isso eu penso que todo homem e mulher que se preze tem o direito de mandar alguém tomar no cu. Que não seja o meu. Porém, o maldito sistema há dois meses come o meu, o que agora em janeiro me gerou um figo. Tudo é circular. A tese do Muterelli no “O Cheiro do Ralo” até que se comprova. O olho do cu!
Em novembro as duas contas que deveriam ser uma só, me renderam quase R$ 800,00 de rombo no orçamento. Paguei apenas centro e trinta e cinco. O olho do cu me tiraram. Parcelei o restante com a primeira para janeiro, pensei que tudo se normalizaria. O olho do cu. Mas hoje descubro que o mesmo sistema alega que eu disse ao sistema para suspender o sistema de conta única. O olho do cu que fiz isso! Sendo assim, em dezembro, o que pago agora em janeiro, o sistema gerou duas contas que deveriam novamente ser uma só. Uma no valor de R$ 356, 14, exatos. O olho do cu? Ainda não! E outra no valor de R$ 308, 45, exatos. Figo. Vai tomar no cu! Não o jogador português! Portugal tem bons vinhos, bons azeites e de lá é o pastelzinho de Belém, apesar de Belém ficar na Cisjordânia. Mas ninguém me ouve. Falo com a máquina. Ela pede para eu repetir, eu repito: “vai tomar no cu!”. Penso agora na frente do laptop: “vai tomar no cu!”. Dois banhos. Uma porrada de mariposa dentro da casinha. Meu celular piscando. Uma mensagem. “De nada” penso eu. Saí dando pazada feito louco. Quero as mariposas mortas. Filhas da puta! “Alô?”. “Oi? Vai tomar no cu!”. Que vontade de gritar. Mas a culpa é do sistema. Nervoso.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Poema nº 1
Teu corpo sobre o meu
Meu corpo sobre o teu:
Chocolates.
Tua pele – chocolate.
Vinho tinto – meu suor.
Levemente beijo teu mamilo.
Sonho ou liberdade
Teu cheiro nos lençóis da cama?
Me enrolo.
Rolo de um lado para o outro,
Procuro teu espaço,
O espaço que arrancaste do meu peito...
É o meu fim.
Ficas comigo essa noite?
Vá se embora de mim?
Estrelas,
Constelações.
Está constatado
O sonho.
Me apego à simetria dos teus lábios.
Me enrosco no gosto bom da tua língua.
Mergulho fundo entre as tuas pernas.
Ternas elas são, pois me acolhem o falo.
Falo obscenidades ao pé do teu ouvido,
Vejo que tu gostas:
Ouço teus gemidos.
Rimo conversas sujas que tivemos
Ainda jovens como o tempo.
Tu eras assim: silêncio.
Sorris brancamente com olhar ainda de menina
Mas teu corpo é de mulher.
Exausto
Olho o teto branco
E vejo pautas surgindo no escuro.
Escrevo ali meu poema,
No caderno do quarto.
Me demoro em cada verso,
Pois quero que tenhas meu melhor retrato.
Pois minha poesia é assim:
Meu retrato exposto,
Revelado.
Me perguntas no que penso
Te falo sempre a verdade:
Meu momento foi pensamento
Quando tu tocaste minha alma.
Me deixaste ao relento,
O calor sorveu meu sofrimento
E agora sou assim:
Escritor de teto.
Nas folhas brancas que são as paredes do quarto.
Nas pautas do caderno do quarto
Escrevo para o mundo com meu eterno silêncio
A palavra que exprime o melhor gozo guardado:
Cansaço.
Meu corpo sobre o teu:
Chocolates.
Tua pele – chocolate.
Vinho tinto – meu suor.
Levemente beijo teu mamilo.
Sonho ou liberdade
Teu cheiro nos lençóis da cama?
Me enrolo.
Rolo de um lado para o outro,
Procuro teu espaço,
O espaço que arrancaste do meu peito...
É o meu fim.
Ficas comigo essa noite?
Vá se embora de mim?
Estrelas,
Constelações.
Está constatado
O sonho.
Me apego à simetria dos teus lábios.
Me enrosco no gosto bom da tua língua.
Mergulho fundo entre as tuas pernas.
Ternas elas são, pois me acolhem o falo.
Falo obscenidades ao pé do teu ouvido,
Vejo que tu gostas:
Ouço teus gemidos.
Rimo conversas sujas que tivemos
Ainda jovens como o tempo.
Tu eras assim: silêncio.
Sorris brancamente com olhar ainda de menina
Mas teu corpo é de mulher.
Exausto
Olho o teto branco
E vejo pautas surgindo no escuro.
Escrevo ali meu poema,
No caderno do quarto.
Me demoro em cada verso,
Pois quero que tenhas meu melhor retrato.
Pois minha poesia é assim:
Meu retrato exposto,
Revelado.
Me perguntas no que penso
Te falo sempre a verdade:
Meu momento foi pensamento
Quando tu tocaste minha alma.
Me deixaste ao relento,
O calor sorveu meu sofrimento
E agora sou assim:
Escritor de teto.
Nas folhas brancas que são as paredes do quarto.
Nas pautas do caderno do quarto
Escrevo para o mundo com meu eterno silêncio
A palavra que exprime o melhor gozo guardado:
Cansaço.
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