segunda-feira, 1 de março de 2010

Acho que as pessoas tem medo da tristeza. Creio que é algo natural e normal. Temo é pelas pessoas não aceitarem a tristeza. Então, quando digo que estou triste é um alarde. “Mas por quê?” “O que houve?”. Aquele senso todo de proteção, vontade de ajudar, de te fazer sorrir. Perdão, às vezes não dá. Às vezes você realmente está para baixo e quer cair um pouco mais. Acha chato o céu azul. Daí, então, as pessoas também não percebem que você não quer preocupar ninguém, muito menos quer estragar o céu azul e a noite estrelada dos outros. Pois há esse equivoco entre tristeza e amargura. Amargura é você querer que todo mundo seja sombrio como você. Tristeza é tristeza e só. Lógico que é bom saber que outros se preocupam contigo, além da sua família. Mas nem toda tese de “preciso de atenção” ou “quero atenção” é verdadeira. Falo por mim, claro. Não quero paparicos, às vezes quero silêncio, vinho, livro e incenso. Não quero palavras de reconforto, às vezes quero música, sofá e cama. Está certo que o céu azul e o mar são convidativos. Mas chuva e céu cinza são aconchegantes. Está certo que o dia é vivo. Porém, a noite tem lá seus mistérios. Acho que sou um mau amigo, não? Mas eu sou assim. É piegas dizer, mas muitas vezes o silêncio fala mais do que as frases de efeito. Nem todo mundo é feliz. Mas tem gente que quer ficar triste um pouquinho, pois, às vezes, isso traz autoconhecimento que por sua vez traz a felicidade...


Ps. Para você que me escreveu, muito obrigado. Do fundo do coração, muito obrigado.

Um comentário:

Marcelo Haiachi disse...

E ai rapaz!!!
Deixa de bobeira e desconta todo o seu desconforto e insatisfação na bolinha.

Aí sim você vai poder ficar triste porque não consegue mais andar em quadra, hahaha.

VIVA O INVENTOR DO SQUASH!!!!
VAMOS JOGAR!!!!