quarta-feira, 18 de março de 2009

Nessa espera

Estou sentado num aeroporto. São aproximadamente cinco da manhã. É uma memória e memórias, às vezes, nos traem como um amor adolescente, um “eu te amo” eterno e assim por diante.
Três cartas escrevi enquanto estive longe, talvez as publique como resquício da memória. Mas a memória, certamente, nos atrai para o abismo do sonho. Num quarto pequeno de hotel. Num apartamento de um amigo. Na biblioteca de uma Universidade Federal.
Eu espero. Assim como espero o meu vôo chegar e eu estou chegando esperando partir em breve. O incerto me deixa cabisbaixo por uns minutos. O meio-termo me desloca para o ambiente do sonho. Percorro ruas, restaurantes e bares. Vejo o mar, sinto sua brisa. São memórias. Sonho acordado na esperança do incerto. Meu vôo chegou: estou voltando para o meu primeiro lar e esperando partir em breve para meu novo lar.

3 comentários:

yehuda disse...

bom, excelente vôo do tempo
fui um sujeio que vivi anos esperando em aeroportos aviões que nunca apreciamo como programado, e sentado feito ovelha e fumando e pensamentos com rotação de turbinas de um Boeing
abraços e boa viagem

andre disse...

Senhor Brun'Álvaro,

E eu estou esperando as novidades sobre essa viagem toda e trâmites por aeroportos e memórias...

Que tens a nos dizer sobre isso?

Andre de Lemos disse...

Nobre mestre...

Fico feliz que tudo tenha corrido bem na viagem. Pelo que me dissestes, sim, mandastes mais do que bem... "ruleastes", na gíria dos colegas por aí! Estou na torcida por vc! A expectativa é positiva! Metal na veia, pois o seu "Medieval Times" tá na fita!!!

perdoe meus comentário "non sense", estopu completamente bêbado! hehehe...

Ah! Sim... recebi a dancinha do Kimon... hilário!!! hehehe...

Abs...